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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

06.Dez.16

HUMAN

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“Os olhos são as janelas da alma”. Foi com base neste provérbio que o fotógrafo francês Yann Artus-Bertrand percorreu, durante dois anos 60 países, e entrevistou mais de 2.000 pessoas captando depoimentos surpreendentes e emocionantes narrados em 63 idiomas diferentes, dando origem ao filme Human.

O realizador colocou apenas algumas questões sobre a condição humana, na expectativa de compreender como ainda é tão difícil convivermos. Baseado nestes depoimentos, o documentário traz até nós histórias de pessoas de diferentes nacionalidades, culturas, idiomas, crenças, religiões, tradições, sexo, idade, cor, através das quais conhecemos diferentes percepções de felicidade, amor, morte, pobreza, riqueza, liberdade, perdão, solidão e o sentido da vida.

Uma experiência sensível sobre a complexidade e diversidade humana. Uma colectânea de histórias, expressões, palavras, sentimentos. O filme abraça um leque de emoções através de olhares, sorrisos, lágrimas, fazendo-nos mergulhar em tudo o que faz de nós realmente humanos. Desde pequenas experiências de vida do quotidiano a relatos de vida quase inacreditáveis, estes depoimentos, repletos de honestidade e franqueza, fazem-nos ter uma perspectiva muito mais ampla. Perceber a disparidade, a desigualdade, a descriminação, através das vidas afectadas por guerras, por maus-tratos, pela pobreza, pela fome, é quase cruel. Percebemos não só o nosso lado mais sombrio mas também o que de mais nobre há em nós. O meio em que crescemos, as experiências de vida a que somos sujeitos, fazem de nós seres humanos diferentes. Afinal não nascemos todos inocentes?

Mas o filme dá voz não só aos humanos, mas também ao próprio planeta, através de imagens aéreas nunca antes vistas, sublimes, acompanhadas de uma música crescente, resultando em uma ode à beleza do mundo, proporcionando momentos de verdadeira inspiração. Human permite-nos abraçar a condição humana e reflectir sobre a nossa essência e o significado da nossa existência. Fomenta a compreensão e a compaixão pelo próximo.

É um documentário demasiado profundo e comovente. É impossível ficar indiferente. Choca-nos. Marca-nos. Muda-nos.

Simplemente imperdível.

 

 “Sou um homem entre sete bilhões de outros. Nos últimos 40 anos, fotografei o nosso planeta e a diversidade humana, e senti que a humanidade não está a fazer qualquer progresso. Nem sempre conseguimos viver juntos. Porquê? Não procurei a resposta em estatísticas ou análises, mas no próprio homem. É nas suas faces, nos seus olhares e nas suas palavras que encontro a mais poderosa forma de chegar ao lado mais profundo da alma humana.” (Yann Arthus-Bertrand)