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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

12.Ago.16

Gratidão

Estou-te grata. Sou-te grata. Começaste por me roubar o medo. Esse medo imenso. Esse fio condutor que me inflamava por dentro. E só por isso estou mais leve…se às vezes ainda espreito por cima do ombro? Sim, é verdade, mas não tremo. Se uma ou outra noite se prolonga? Também…Mas já suporto a escuridão. Se o coração me salta do peito? Mais do que me deveria permitir, mas aprendi a domá-lo. E tudo porque me levaste o medo. E por isso sou-te grata. Mas foste imprudente. Invadiste-me e assumiste-me como garantida e eu nem dei conta. Roubaste-me o meu espaço. E nunca questionaste o dia em que não estaria mais aqui. Mas a mim foi me dada a oportunidade e o privilégio de aprender. E hoje sei o que sou, sei onde estou e para onde quero ir...mas por enquanto estarei por aqui…não me acompanharás, e por isso, não vou ainda…quando for, vou sozinha e não voltarei a olhar para trás. E mais um ciclo se encerrará.

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