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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

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24.Jun.16

Cleaning Day

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 Hoje é dia de limpeza.

 

E não, não é aquela a que habituei os demais. Casa perfeita, estudada ao pormenor, com excesso de organização, roupa separada por tipos e cores e engomada ao mais ínfimo pormenor. Trata-se sim de limpar e arrumar o sótão. Agora mais consciente, embora ainda com muito por aprender, é tempo de mudanças, de reajustes, de conciliações. É tempo de confrontar os comportamentos aprendidos como sendo os correctos, e redescobrir as minhas verdades e os meus valores. É tempo de romper com as crenças inadequadas e libertar-me destas verdades absolutas que jamais deveriam ter sido as minhas.

 

Todos sabemos, ou deveríamos saber, que é na nossa infância que nos moldamos e recebemos todas as influências que nos definem ao longo da nossa vida. Desde a religião à cultura, os preconceitos, as regras de conduta, as crenças e os valores, tudo se molda e delineia numa fase da nossa vida em que ainda não nos assiste o discernimento de escolher. E chegada a fase adulta raramente temos capacidade de análise para tentar perceber se essa linha de pensamento e de valores se coadunam connosco ou não. Se de facto é sob esses valores que queremos reger a nossa vontade, ou se mais do que crenças são estigmas que carregamos uma vida inteira.

 

E hoje é dia de limpeza.

 

É tempo de admitir as minhas imperfeições sem qualquer displicência e encontrar a coragem para levar uma vida autêntica. É tempo de me libertar de mais alguma bagagem e seguir o meu propósito. Sorrir olhando-me nos olhos e mesmo do alto do meu rabo-de-cavalo tantas vezes odiado, ver o patinho feio, tal calimero, arrumado dentro do baú lá no fundo do sótão, de onde tal fantasma numa deveria ter saído. Poderia deitá-lo fora, mas ainda não… os “Baby steps” fazem parte desta jornada misteriosa…