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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

08.Jun.16

I've go to let go...

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Procurei ajuda. Procurei ajuda num momento de confusão e fraqueza. E em pouco tempo me zanguei com todos…Fechei as portas e recusei quem quisesse ajudar-me. E refugiei-me na pessoa errada. Talvez a terapia tenha mesmo esse efeito numa primeira fase. Abre-nos todas as feridas de uma só vez e faz-nos questionar tudo e todos…Mas hoje estou determinada. Quero que o meu ponto de viragem seja aqui e agora. E porque hoje estou assim, decidi cercar-me das pessoas certas. Daquelas que conseguem ver em mim mais para além do que transpareço. Daquelas que não têm medo de mim, não têm medo do que possa fazer ou dizer. E é com estas que quero estar. Quero parar de me condenar por não ser a pessoa que imaginei que quisesses ter. Quero parar de criar personagens para ser aceite por ti e pelos teus. Hoje a prioridade sou eu. A minha busca está longe de terminar mas não vou correr mais atrás…vou deixar-te ir…só assim te poderei ter de volta…terás que voltar pelo teu próprio pé…e como já li algures, se não voltares é porque não tens que ser meu.

E porque hoje estou assim, descobri uma nova força. Uma determinação em estar de bem com a vida. Quero olhar no espelho e reconhecer-me…olhar à minha volta e não ver apenas estranhos. Quero encontrar a identidade que me foi retirada há tanto tempo atrás. Saber definir quem sou…e porque hoje estou assim, vou deixar-te ir…

08.Jun.16

My Person

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Hoje fiz aquilo que já deveria ter feito há muito.

Deixei que esta relação me afastasse de quem me faz bem. Há pessoas que nos mostram o melhor de nós. Que nos alimentam a alma e nos deixam ser quem somos sem máscaras, sem disfarces. Nunca encontrei muitas no meu caminho e infelizmente as que tive fui perdendo, umas porque a vida assim o quis, outras porque eu própria as afastei…

E hoje fiz aquilo que já deveria ter feito há muito…procurei por ti. É verdade, sempre me fizeste bem e trazes-me o melhor de mim. Nem sei porque te afastei…ou sei…porque afasto todos os que se aproximam demais. E eu sei que as tuas palavras são verdadeiras, repletas de genuinidade. E não tive medo. Acreditei. Porque sei que a Inês perdida algures neste limbo que é a vida é assim. A Inês gosta de te fazer sorrir, de te fazer dar uma boa gargalhada apenas com parvoíces. E eu tenho tantas saudades dessa Inês descomplicada, que também precisa de um abraço de vez em quando, de se sentir amada e acarinhada, simplesmente por aquilo que é. A Inês que também tem um lado frágil e sensibilidade para entender a dor, o sofrimento que podes estar a sentir. A Inês que não vive zangada com o mundo, que sabe para onde quer ir e como lá chegar.

E hoje fiz aquilo que já deveria ter feito há muito…decidi abrir o meu coração e confiar. Confiar em ti e em mim. Acreditar que eu sou mais do que isto e que posso viver em harmonia. Não quero correr atrás de uma felicidade que possa apenas ser momentânea. Quero correr atrás da serenidade que sei que existe em mim. Viver em harmonia comigo. Mas para isso preciso de um ombro amigo. Não preciso passar por tudo isto sozinha...

Foi um acto de coragem chegar até ti. E uma vitória. Assumir que preciso. E foi tão bom perceber que vim em boa hora. Não apenas por mim mas também por ti. Sentir que também eu te faria bem, que também eu poderei ajudar-te, fazer-te falta.

Desculpa se te parecer egoísta…mas agora não te vou deixar ir, nem te vou fechar a porta...